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domingo, 7 de agosto de 2016

Então não é Golpe?

O impeachment começou por causa de uma vingança movida por um crápula, à qual a presidenta não cedeu. Motivação nada republicana.

O impeachment foi sustentado por políticos que precisavam tirar Dilma para "estancar a Lava Jato". E esses caras vão julgá-la!

O "crime" atribuído à Presidenta é negado pelos juristas, pelos professores e estudantes de direito, pela auditoria do Senado e pelo MPF. Mas incrivelmente ela será condenada assim mesmo. E pior: pelos políticos que eu mencionei no parágrafo anterior. Aqueles, que estão interessados que ela saia para se livrarem da Justiça! Como ver isto como algo republicano?

Como resultado do impeachment, chega ao poder central um grupo político que não vence as eleições desde o século passado. E eles chegam implementando uma agenda da Direita, que havia sido RECUSADA NAS URNAS.

Se isto não é um Golpe de Estado, então eu não sei que nome se dá.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

As eleições de 2018 e o "risco Lula"



por Marcos Villas-Bôas
Original aqui.

Como nos últimos 13 anos, o futuro do Brasil e da esquerda está nas mãos de Lula, agora mais do que nunca. O país vive um grave momento de inflexão e, até o final de agosto, decidirá o impeachment da Presidente Dilma Rousseff, o segundo em menos de 30 anos.



Os próximos 35 dias serão decisivos para o Brasil, que continuará em crise até 2019 se um novo Presidente, mais preparado e que não tenha relação com as investigações em curso, não assumir antes disso.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O que estará em jogo no julgamento do Senado

Roberto Amaral
Original aqui

Reuniu-se no Rio de Janeiro, em 19 e 20 de julho, o "Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil", iniciativa que deita raízes no Tribunal Russell-Sartre sobre os crimes de guerra dos EUA no Vietnã, seguidamente reunido para julgar os crimes das ditaduras na América do Sul ('Tribunal Russel II', Roma 1974, Bruxelas 1975, Roma 1976), e que culminou, por suposto, com a condenação do regime militar brasileiro.



Sobre o Tribunal do Rio em si, ouviu-se o silêncio sepulcral de nossa grande imprensa, "dopada com tranquilizantes", como observa Jânio de Freitas. Nem uma só palavra sobre a presença, entre nós, de juristas europeus, norte-americanos e latinos. E, por óbvio, nem uma linha, nem um segundo de rádio ou de televisão.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

"Defender" o PT?

Amigos que me cobram estar defendendo o PT, e seu governo tão corrupto. Cumpre, muito educada e respeitosamente, esclarecer.

Sim, o PT prometia um discurso de mudança. E este pecado, o da traição, deveria ser sua maior dívida. Mas precisamos ver com clareza.

O PT não foi diferente no quesito corrupção. Ponto. Isto deve ser denunciado e cobrado. Mas na medida certa: não mais do que cobramos dos outros corruptos.

É o que eu faço. Errado é querer atacar mais o PT do que os demais partidos e governos, como se o PT fosse pior do que os outros neste quesito. Não é. E estão aí as delações, as listas e as planilhas para comprovar.

Então, por favor, não confundam minha cobrança de que a Justiça chegue aos demais assim como chega ao PT com "defender o PT".

É o contrário: quem se regala e se conforma em ver a Justiça agir apenas contra o PT é que está defendendo os demais corruptos.

Outro ponto é além da corrupção. O PT prometeu que seria diferente, e foi diferente, sim.

Por favor, olhe para sua cidade, seu estado, seu país, e responda para si mesmo.

Aí tem SAMU? Aí Universidade Federal? Aí tem Escola técnica? Aí tem Farmácia Popular? Aí tem Minha Casa Minha Vida? Tem Mais médicos? Tem bolsa família?


Volte aos tempos anteriores ao PT e se pergunte: quantas dessas coisas eram sequer pensadas em existir 15 anos atrás?

Então, sim. O PT prometeu coisas diferentes e sim, ele cumpriu. Não na medida em que desejávamos, evidentemente. Mas muito além do que qualquer um dos seus antecessores.

Todavia, amigo, por fim, mas não menos importante, vem a questão da legalidade.

Não é defender o PT quando se defende o respeito aos votos que Dilma recebeu. É defender a Democracia.

Não é defender o PT quando se defende que Dilma não pode ser afastada sem crime comprovado contra si. É defender a Legalidade.

Não é defender o PT quando se defende que Dilma deve ter o direito de arrolar testemunhas, apresentar perícias, e o que for necessário para exercer sua ampla defesa. É defender o Estado de Direito.

Esta opinião é do planeta inteiro: juristas renomados, estudantes e professores de direito, imprensa (internacional, é claro). Intelectuais, artistas, o escambau.

E tudo isso está sendo jogado no lixo agora. Porque a sede de sangue das pessoas precisa ser saciada, e a conveniência é que seja o sangue de Dilma, de Lula, do PT. Para que esta sede seja aplacada, e para entregar o Planalto ao grupo que não conquista o poder pelo voto desde o século passado, estamos jogando fora décadas de conquistas democráticas.

Conquistas que eu vou defender sempre.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sobre Impeachment, ADUSC e Golpe

O momento atual da política brasileira vem colocando a todos nós individualmente, e às nossas mais diversas organizações sociais e sindicais, um desafio: posicionar-se ou não frente ao processo de impeachment que está em curso no Parlamento. Com a ADUSC, portanto, não poderia ser diferente. Afinal o momento chegou. Estamos chamados a nos posicionar, enquanto Sindicato ou Associação, a respeito deste momento histórico.

Parece que há um entendimento, já discutido em nível de ANDES, de que a opção é não se posicionar. Os argumentos são numerosos, mas em linhas gerais dão conta de que nem o governo anterior, protagonizado por Dilma Roussef, nem o governo atual, protagonizado por Michel Temer, merecem qualquer aplauso do Movimento Docente. O que é um fato. Parece ingenuidade esperar que algum desses atores se aliem a nós na defesa da Universidade Pública, Gratuita e Socialmente referenciada que queremos.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O Golpe ficou por um fio

Não há dúvidas que a decisão de Waldir Maranhão não tem fundamento. Mas a falta de fundamento a que se alude refere-se à sua extemporaneidade.

De fato, com o processo já tramitado na câmara, não há sentido em revogar parte dele. Renan Calheiros tem razão. Aliás, a condução do processo no Senado, por parte dele, é irretocável.

Mas que Maranhão deu um baita susto na turma do golpe, lá isso deu.

Porque de fato houve flagrantes vícios na condução do processo na câmara. Coisa que até o anti-PT mais aguerrido, se lhe sobrar alguma serenidade, precisa reconhecer.

Eduardo Cunha atropelou o impeachment na câmara garantindo seu resultado

sábado, 7 de maio de 2016

Dia das Mães

Não tenho duas vidas. E mesmo que tivesse, não seriam comparáveis aos meus tesouros.

Porque cada um deles é muito maior do que eu, e do que minha vida.

Eles são o que de mais precioso Deus me concedeu.

Infinitamente protegidos. Cada um com sua guardiã.

Mãe.

Por quem, e por que, eu sou e sempre serei infinitamente grato.

Obrigado, Vânia.

Obrigado, Rosa.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

E depois do Impeachment?

O impeachment é inevitável.

O STF não o deterá, seja por fidelidade à independência do legislativo, seja por covardia, seja por alinhamento político, ou por qualquer motivo. E o Senado permanecerá de ouvidos moucos aos argumentos, por mais fortes e coerentes que sejam. Porque, salvo (duvidosas) exceções, o interesse ali não é apurar a validade das acusações. Muito pelo contrário: trata-se de defender a retomada do poder a qualquer custo.

Quem não perde no voto desde o século passado, perderá por outras vias. Qualquer uma serve.



Com alguma culpa, é importante que se diga. O governo e o PT cometeram pecados graves tanto na leniência com a corrupção quanto no relacionamento com o Congresso Nacional. Erros oriundos de pouco pragmatismo, de alguma arrogância, de muita ingenuidade. Erros que os livros de História estudarão nos anos vindouros.

sábado, 23 de abril de 2016

Miguel de Cervantes e o Brasil

Urariano Mota
Original aqui

Neste sábado, completam-se 400 anos do falecimento do gênio Miguel de Cervantes.  É claro que só no sentido do corpo físico dizemos que falece um artista máximo da humanidade. O fundamental é que no mundo inteiro hoje se lembra a continuação viva de Cervantes em sua obra-prima, o Dom Quixote. Sem dúvida, o maior e melhor romance já escrito, digno de ser prova da existência do homem, quando mais nada existir.


Perdoem o que pode parecer uma orquestra de clarins. Se assim parece, compreendam. Um clássico da altura de Miguel de Cervantes é sempre moderno, para nós ele acaba de escrever agora mesmo, nesta hora. Assim, penso não ser um abuso a relação que estabeleço entre o Dom Quixote e o Brasil destes dias, quando uma presidenta honesta sofre impeachment comandado por um desonesto notório. Se não, observem na primeira parte da obra:

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Carta aos Ministros do Supremo

Luis Nassif
Original aqui.

Como é que faz, Teori, Carmen Lúcia, Rosa Weber, Celso de Mello, Luís Barroso, Luiz Fachin? Como é que faz? Não mencionei Lewandowski e Marco Aurélio por desnecessidade; nem Gilmar, Toffoli e Fux  por descrença.

Antes, vocês estavam sendo levados por uma onda única de ódio preconceituoso, virulento,  uma aparente unanimidade no obscurantismo, que os fez deixar de lado princípios, valores e se escudar ou no endosso ou na procrastinação, iludindo-se - mais do que aos outros - que definindo o rito do impeachment, poderiam lavar as mãos para o golpe.

Seus nomes, reputações, são ativos públicos. Deveriam  ser utilizados em defesa do país e da democracia; mas, em muitos casos, foram recolhidos a fim de não os expor à vilania.

Afinal, se tornaram Ministros da mais alta corte para quê?
Os senhores  estarão desertando da linha de frente da grande luta civilizatória e deixando a nação exposta a esse exército de zumbis, querendo puxar de novo o país para as profundezas.

Não dá mais para disfarçar que não existe essa luta. Permitir o golpe será entregar à selvageria décadas de construção democrática, de avanços morais, de direitos das minorias, de construção de uma pátria mais justa e solidária.